Summary
A Análise da Cadeia de Valor dos Resíduos em Barbados foi realizada para explorar como os resíduos humanitários podem ser geridos de forma mais sustentável no contexto da ilha, mapeando os sistemas de reciclagem existentes, identificando lacunas em termos de capacidade e preparação e destacando oportunidades práticas para reduzir a dependência dos aterros, reforçando simultaneamente as soluções de reciclagem associadas ao Centro Logístico Regional, às operações de emergência e a futuras atividades de pré-posicionamento. A implementação de um mapeamento da cadeia de valor dos resíduos humanitários em qualquer contexto de emergência, antes ou durante a emergência, pode ajudar as organizações humanitárias a alinhar estratégias para gerir os resíduos humanitários e reduzir os impactos ambientais negativos e os danos para o setor da reciclagem. Para obter mais orientações, consulte as orientações e ferramentas de análise da cadeia de valor dos resíduos da WREC: https://logcluster.org/en/documents/waste-value-chain-analysis-guidance-tools-wrec
Conteúdo
Resumo executivo:
OBJETIVO: Esta Análise da Cadeia de Valor dos Resíduos (WVCA) avalia a capacidade de Barbados para gerir e valorizar resíduos humanitários, com foco na redução da dependência da deposição em aterros. Constitui uma base para sistemas sustentáveis de gestão de resíduos para operações humanitárias, incluindo o Centro Logístico Regional e o Centro de Excelência.
METODOLOGIA: A WVCA combina uma análise documental com visitas de campo a instalações-chave — tais como o Centro de Reciclagem Sustentável de Barbados (SBRC), empresas privadas de reciclagem e o Centro Logístico Regional do PAM — para mapear os fluxos de resíduos, as funções das partes interessadas e as lacunas na cadeia de valor dos resíduos da ilha.
CONTEXTO: Enquanto PEID caribenho, Barbados enfrenta uma elevada exposição a riscos naturais, disponibilidade limitada de terrenos e pressões crescentes em matéria de resíduos. Iniciativas regionais do Grupo de Trabalho Temático de Logística Regional (RLTWG), do PAM e da Agência Caribenha de Gestão de Emergências em Situações de Catástrofe (CDEMA) promovem a integração da sustentabilidade ambiental nas operações da cadeia de abastecimento, incluindo a gestão de resíduos humanitários.
PERFIL NACIONAL DE GESTÃO DE RESÍDUOS E RECICLAGEM: Barbados é um dos países mais densamente povoados das Caraíbas, com 657 pessoas/km² (FAO, 2023). Produz diariamente entre 900 e 1200 toneladas de resíduos (SBRC, 2015). A Autoridade de Serviços de Saneamento (SSA) recolhe e transfere os resíduos para a SBRC, uma entidade governamental, para triagem, compostagem, enfardamento e exportação. Apenas os resíduos separados na fonte são reciclados; o restante é encaminhado para o aterro sanitário de propriedade do governo. A taxa nacional de valorização é de cerca de 4,28% (WEF, 2025). As empresas de reciclagem privadas gerem cartão, plásticos, metais, vidro, resíduos eletrónicos, óleos e resíduos orgânicos, contribuindo também os recicladores informais para a valorização dos resíduos.
CONCLUSÕES: Pontos fortes: Existe um sistema funcional de recolha e eliminação; com reciclagem local de resíduos orgânicos, resíduos de construção, alguns plásticos e vidro (reutilização). Estão estabelecidas rotas de exportação para todos os outros materiais recicláveis que não podem ser processados localmente. Lacunas: Não existe um plano de contingência para a gestão de resíduos humanitários; a capacidade limitada de reciclagem local cria dependência da exportação da maioria dos materiais recicláveis; a baixa separação na fonte conduz a um elevado volume de deposição em aterros; o setor informal não é regulamentado.
CENTRO LOGÍSTICO REGIONAL E CENTRO DE EXCELÊNCIA: A maior parte dos resíduos gerados consiste em embalagens (cartão e plástico), aproximadamente (um contentor de lixo por semana durante o reposicionamento). Atualmente, estes são eliminados através da recolha de contentores de lixo para a SBRC. Com o aumento do pré-posicionamento por parte dos parceiros, os volumes de resíduos irão aumentar, sublinhando a necessidade de um acordo de reciclagem estruturado.
CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES: Barbados possui um sistema de valorização funcional, mas dependente da exportação, com processamento local limitado. A principal limitação é a baixa separação na fonte, resultando num elevado desvio para aterros. No que diz respeito às operações humanitárias, a ausência de um plano de contingência para resíduos não perigosos com orientações claras representa um risco. As ações recomendadas para o envolvimento do setor humanitário incluem:
- Melhorar a sensibilização para a separação na fonte nos centros regionais e nas instalações e operações humanitárias.
- Reforçar a consolidação de dados sobre a capacidade das empresas de reciclagem locais e a estimativa da produção de resíduos humanitários.
- Tecnologias de reciclagem em pequena escala que criem valor local e limitem a dependência dos mercados de exportação.
- Um plano de contingência específico para resíduos humanitários, com vista a limitar os impactos ambientais durante situações de emergência.
- A aquisição ecológica no Centro Logístico Regional pode reduzir significativamente os resíduos de embalagens.